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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

EVOLUÇÃO

CPDs e instituição superam desafios do mercado
João Pessoa | Epitácio
02/12/2015 às 14:35
Kézia Ferreira (PCD) Faculdade Maurício de Nassau ultrapassa porcentagem de PCDs exigida por lei; funcionários comemoram o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência


Por Vanessa Braz
A preocupação em oferecer acessibilidade aos alunos da Faculdade Maurício de Nassau também se estende ao quadro de colaboradores. Dos 240 contratados só em João Pessoa, 15 possuem algum tipo de deficiência - mais de duas vezes a porcentagem exigida pela lei federal de número 8.213/91, para esta quantidade de funcionários.
No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado nesta quinta-feira (3), a recepcionista Kézia Ferreira tem muito que festejar. Há mais de dez anos, ela estava desempregada e sem perspectiva de colocação no mercado de trabalho. “Quando surgiu a oportunidade de fazer essa entrevista na Faculdade Maurício de Nassau, eu já não tinha mais esperança. Mas, com incentivo do setor de Recursos Humanos, acabei participando da seleção e consegui a vaga de recepcionista, há seis meses”, relatou.
Para que a contratação dela fosse efetivada, a unidade precisou fazer complementos, a exemplo do relógio de ponto colocado de forma mais acessível. “Como a Faculdade já possui uma estrutura com acessibilidade, só precisamos fazer algumas adaptações. A força de vontade e o perfil profissional dela superam qualquer deficiência”, avaliou Elaine Cristina do Nascimento, analista de Recursos Humanos.
Desafio para a ampliação
Mesmo com o sucesso, o desafio ainda é encontrar profissionais qualificados para a ampliação da inclusão social, de acordo com Elaine Cristina. “A maioria das pessoas com deficiência que chega para fazer a entrevista de trabalho não tem o Ensino Médio completo, o que dificulta a colocação dela em um cargo mais especializado”. 
Essa constatação reflete a falta de preparo da sociedade em atender a necessidades dessa população. “Na minha época de escola, passei por muitas dificuldades porque a estrutura não era adaptada. Então, para nós que temos alguma deficiência, é preciso um esforço ainda maior para vencer na vida”, disse Kézia Ferreira.
O funcionário José Carlos da Silva, assistente nos elevadores da Nassau, é outro que sentiu na pela o preconceito por ser deficiente e que hoje comemora. “Eu sofri um acidente com fogos de artifícios e precisei amputar a mão direita, então, eu sei o que é procurar emprego sem deficiência e com deficiência e posso dizer que o preconceito ainda é grande. Muitas pessoas acham que não temos a capacidade de fazer algo, mas estão enganadas”, afirmou. 
A dica que cada um deixa é não desistir e buscar sempre a qualificação para concorrer a cargos mais especializados. Além disso, cobrar o cumprimento da Lei nº 8.213/91, que estabelece cotas para pessoas com deficiência, obrigando as empresas com mais de 100 funcionários a destinarem uma determinada porcentagem, de 2% a 5%, para pessoas com deficiência. 
 Por Vanessa Braz
A preocupação em oferecer acessibilidade aos alunos da Faculdade Maurício de Nassau também se estende ao quadro de colaboradores. Dos 240 contratados só em João Pessoa, 15 possuem algum tipo de deficiência - mais de duas vezes a porcentagem exigida pela lei federal de número 8.213/91, para esta quantidade de funcionários.
No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado nesta quinta-feira (3), a recepcionista Kézia Ferreira tem muito que festejar. Há mais de dez anos, ela estava desempregada e sem perspectiva de colocação no mercado de trabalho. “Quando surgiu a oportunidade de fazer essa entrevista na Faculdade Maurício de Nassau, eu já não tinha mais esperança. Mas, com incentivo do setor de Recursos Humanos, acabei participando da seleção e consegui a vaga de recepcionista, há seis meses”, relatou.
Para que a contratação dela fosse efetivada, a unidade precisou fazer complementos, a exemplo do relógio de ponto colocado de forma mais acessível. “Como a Faculdade já possui uma estrutura com acessibilidade, só precisamos fazer algumas adaptações. A força de vontade e o perfil profissional dela superam qualquer deficiência”, avaliou Elaine Cristina do Nascimento, analista de Recursos Humanos.
Desafio para a ampliação
Mesmo com o sucesso, o desafio ainda é encontrar profissionais qualificados para a ampliação da inclusão social, de acordo com Elaine Cristina. “A maioria das pessoas com deficiência que chega para fazer a entrevista de trabalho não tem o Ensino Médio completo, o que dificulta a colocação dela em um cargo mais especializado”. 
Essa constatação reflete a falta de preparo da sociedade em atender a necessidades dessa população. “Na minha época de escola, passei por muitas dificuldades porque a estrutura não era adaptada. Então, para nós que temos alguma deficiência, é preciso um esforço ainda maior para vencer na vida”, disse Kézia Ferreira.
O funcionário José Carlos da Silva, assistente nos elevadores da Nassau, é outro que sentiu na pela o preconceito por ser deficiente e que hoje comemora. “Eu sofri um acidente com fogos de artifícios e precisei amputar a mão direita, então, eu sei o que é procurar emprego sem deficiência e com deficiência e posso dizer que o preconceito ainda é grande. Muitas pessoas acham que não temos a capacidade de fazer algo, mas estão enganadas”, afirmou. 
A dica que cada um deixa é não desistir e buscar sempre a qualificação para concorrer a cargos mais especializados. Além disso, cobrar o cumprimento da Lei 8.213/91, que estabelece cotas para pessoas com deficiência, obrigando as empresas com mais de 100 funcionários a destinarem uma determinada porcentagem, de 2% a 5%, para pessoas com deficiência. 

Fonte:  http://www.mauriciodenassau.edu.br/noticia/exibir/cid/3/nid/821/fid/1

Postado por: Antônio Brito

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